Pastor basco: um dos cães mais antigos do mundo

O Pastor Basco é considerado um cão raro, com menos de cem mil exemplares registrados em todo mundo. 

Características

Os cães lanosos que estão nas cidades bascas são alguns dos últimos exemplares com esse tipo de pelagem, que lembra a lã das ovelhas. 

A maioria deles é branca, castanha ou negra, e não têm nada a ver com os exemplos puros de Euskal Artzain ruivos e fulvos.

  •  17 – 36 kg
  •  46 – 61 cm
  • 13 – 14 anos

A raça possui duas variações que se diferenciam por sua pelagem. Em ambas, ela é curta na frente, nas extremidades e na face.

Goirbeikoa: pelo longo moderado, com textura suave e lisa, e cores avermelhada ou fulvo

Iletsua: pelo longo moderado, com textura áspera e de aspecto mais rústico, coloração loira  amarelada, ou nas cores fulvo e canela.

É um cão que se adapta bem à temperaturas frias e quentes, com muita energia para gastar e que necessita de áreas ao ar livre para se exercitar e brincar. Por outro lado, os tutores não precisam se preocupar com a tosa, apenas cuidados comuns de escovação semanal e banho uma ou duas vezes por mês.

Quanto à saúde, os especialistas afirmam não haver doenças de caráter genético, exceto a displasia coxofemoral, comum na grande maioria dos cães pastores, e problemas cardíacos e gástricos.

Origem

É uma raça originária do País Basco, na Espanha, onde é tradicionalmente utilizado como cão pastor e guarda de animais. Originalmente foi conhecido como “Euskal artzain txakurra“, hoje denominação oficial é “Pastor Vasco” (em espanhol).

Os primeiros exemplares conhecidos datam de 12 mil anos. Esses cães também estão retratados em pinturas do século 16:

H c M: LOS PERROS DE LA CONQUISTA DE AMÉRICA

Mesmo com essa história ancestral, apenas em 1995 a Sociedade Canina Espanhola reconheceu a raça, que ainda não é registrada na Federação Cinológica Internacional (FCI).

Raridade da raça

O motivo para a raça ser quase extinta foram os ataques de lobos aos gados, gerando grandes perdas aos donos. Os donos dos gados culparam os pastores bascos pelo desastre e o substituíram pela raça mastins.

Por conta disso a raça é considerada rara, com menos de cem mil desses animais registrados em todo o mundo.

O pastor basco é mais comum de ser encontrado em grandes áreas de fazenda, por causa da sua habilidade de pastoreio. Essa herança é responsável por tornar o cão enérgico e bem disposto, que gosta de brincadeiras ao ar livre. 

 

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