Fevereiro Roxo faz alerta sobre o “Alzheimer animal”

Campanha busca conscientizar tutores sobre doenças mais comuns em idades avançadas

Com o avanço da idade, os pets têm mais chances de desenvolver certos tipos de doenças crônicas, ou seja, sem cura. Dentre elas, uma das mais comuns é a Síndrome da Disfunção Cognitiva, que corresponde ao mal de Alzheimer em humanos.

Alertar os tutores sobre esses males, é o objetivo da campanha “Fevereiro Roxo”:

“A fase do pet idoso é importante que tenha um acompanhamento veterinário muito mais próximo, com um veterinário que realmente entenda sobre nutrição animal e que consiga através do alimento e dos nutraceuticos, um aporte adequado e especifico para o paciente, para priorizar a qualidade de vida.” orienta a médica veterinária Bárbara Porciuncula, especialista em geriatria e gerontologia animal.

Alzheimer animal

A disfunção cognitiva compromete gradualmente o cérebro do animal. Afeta as atividade física, interação, ciclo do sono-vigília, desorientação e problemas com higiene.

Todos os cães e gatos adquirem disfunção cognitiva, mas em graus diferentes, mas muito pouco é diagnosticado, cerca de 85% dos casos não são diagnosticados, impedindo um tratamento precoce”, acrescenta Bárbara.   

Doença progressiva destrói a memória e outras funções mentais importantes

Segundo ela, outro sinal clínico muito comum no atendimento a um pacientes idosos, é a anemia. Eles costumam não ingerir quantidades suficientes de nutrientes e calorias. A forma mais efetiva de amenizar esse comportamento é oferecer ração especifica essa fase da vida.

Segundo a geriatra, nessas situações,  é um erro comum por parte dos tutores oferecer outro tipos de alimento, que não são ricos em nutrientes e vitaminas suficientes para nutrir o paciente.

Qual a ração ideal para o pet idoso? 

“É a ração que tem mais proteína e menos carboidratos, e a proteínas tem que ser de alta digestibilidade, isso vai garantir que o animal não perca massa magra, que com o decorrer da idade o animal vai perdendo. Por outro lado temos a suplementação com nutraceuticos, que vão ajudar a ofertar aquilo que o pet tem deficiência, que não encontra suficiente na ração, como vitaminas, minerais e antioxidantes.” Comenta a Médica Veterinária Bárbara Porciuncula.

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