Forjado pelo trabalho no campo, fila brasileiro é fiel e destemido

Da lida como pastor, desbravador e guarda surgiu a segunda raça brasileira de cães, reconhecida internacionalmente em 1960

A origem genética do Fila Brasileiro é indefinida, mas sabe-se que está ligada à colonização e povoamento do país.

A teoria mais aceita especula que ele descenda de grandes cães portugueses e espanhóis. Mais tarde, na primeira metade do século XX, foi empregado pelos tropeiros nas rotas comerciais de gado.

As atividades pesadas e o ambiente de trabalho muitas vezes hostil, forjou, por seleção natural, este cão conhecido por sua rusticidade, robustez, coragem e determinação.

Trata-se de um cachorro meigo e próximo da família, mas desconfiado com estranhos, características que contribuíram para a popularização da raça nas décadas de 1970/80.

Os padrões físicos do Fila Brasileiro o tornaram conhecido ainda como Onceiro, Boiadeiro, Amarelo de Boca Negra e Cabeçudo Boiadeiro.

Obra apresentada pelo príncipe Maximilian zu Wied-Neuwied no início do século XIX. Trata-se de cães auxiliando vaqueiros a capturar um boi bravio no nordeste brasileiro (Imagem: Wikimedia)

“Definitivamente, pode-se afirmar que a Raça Fila Brasileiro foi constituída e modelada de forma única e exclusivamente natural, sofrendo muito poucas intervenções humanas, e estas somente no intuito de uma triagem empírica e sempre voltadas a um melhor aproveitamento de suas funcionalidades originais, em seu ambiente nativo”, descreve a Associação Mundial de criadores do Fila Brasileiro.


O fila-brasileiro é conhecido pela fidelidade e devoção extremas ao dono, características que criaram um provérbio brasileiro secular que diz, “fiel como um fila”.

Dica de leitura: O Grande Livro do Fila Brasileiro”, escrito em 1981 por Procopio Do Valle levanta hipóteses sobre o surgimento da raça: Leia aqui.

Com informações da Federação Cinológica Internacional (FCI); Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC)

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