Meu pet pode me transmitir doenças?

Ao falarmos sobre a saúde do nosso pet, um ponto muito importante é que, ao cuidar da saúde dele, também cuidamos da nossa. Você já ouviu falar em zoonoses? Sãs as doenças infecciosas que podem ser transmitidas naturalmente de animais para seres humanos. Dentre as principais zoonoses, a raiva, leishmaniose, leptospirose, giardíase e toxoplasmose são as principais. Muitos tutores ficam na dúvida de como se cuidar contra essas doenças.

Cuidados básicos com a saúde dos nossos animais como vacinação, vermifugação, controle de ectoparasitas e higiene do ambiente já favorecem muito na proteção contra essas doenças.

Tanto a raiva como a leptospirose já possuem vacinas para proteger nosso pet contra a doença. A raiva pode ser transmitida tanto por cães como pelos gatos e é extremamente importante, independente do estilo de vida do nosso animal, que eles sejam vacinados anualmente contra essa importante zoonose.

Já a leptospirose pode ser transmitida pelo contado direto ou indireto com a urina de animais infectados. Apesar de o rato ser o principal transmissor, os nossos cães também pode ser acometidos pela doença e transmitir para a gente. A vacinação de leptospirose depende da região – se já é uma região endêmica (mais frequência da doença), os protocolos vacinas pode ser a cada 6 meses.

A leishmaniose e giardíase também possuem vacinas, porém, além das vacinas, precisamos ter outros cuidados. No caso da leishmaniose é muito importante também fazer controle contra o mosquito, que é o vetor da doença. Como o cão pode ser o reservatório, devemos usar produtos que afaste o mosquito transmissores – coleiras específicas têm um ótimo efeito protetor. Além disso, no ambiente é importante fazer o controle de lixos e entulho, deixando-o limpo. O uso de telas em janelas e portas também é importante em regiões endêmicas. Já para a giardíase, o controle com protocolo de vermífugos específicos é o ideal para auxiliar na proteção do seu pet contra esse parasita.

Já sobre a toxoplasmose, deve-se tomar muito cuidado ao disseminar informações erradas sobre a doença. Dificilmente ela é transmitida diretamente dos gatos para as pessoas, e existem muitos conceitos errados sobre a famosa ‘doença do gato’. Estima-se que apenas 10-15% dos gatos tenham o parasita, e esses podem eliminar a forma infectante do parasita de 5-7 dias uma única vez na vida toda. A doença acomete principalmente animais que vivem ou possuem acesso à rua. A sua transmissão por água ou alimentos contaminados, ingestão de carne bovina ou suína crua ou mal passada é mais comum do que a transmissão pelo gato, e mesmo assim, o agente infeccioso (que poderá ser eliminado pelas fezes do nosso bichano) deverá ficar de 24 a 96 horas exposto a temperatura ambiente para esporular e se tornar infectante. Ou seja, a limpeza do ambiente coletando as fezes frequentemente já é o ideal para combater contra essa doença.

Pulgas e carrapatos também podem ser transmitidos pelos nossos animais, então o controle de ectoparasitas frequentemente também é o ideal, tanto para proteger eles como a gente também.

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